Uma distância da falta
Não da Geografia
Um enlaço de espaços
Onde espaços não havia
Inesperado ritmo
Numa noite tão específica
Sem planos, encanto puro
Profunda fantasia de sorrisos
Sonho transformado em poesia
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Passou
As ruas que ando
Que sempre andei
As mesmas ruas
Já não são as mesmas
Morei sempre aqui
As casas com quem convivi
Estavam por aí
Hoje alguns destroços e ruínas
As mesmas ruas
Já não fazem sentido
O mesmo sentido
que sinto
Os caminhos e matos
Já não são matos
Lojas, prédios e carros
Ocupam tudo
Por onde vivi
Não vivo mais
Vivo de palavras e sentidos
Não os mesmos
Parti
Como as casas e ruas
Se foram
Eu sendo eu, já não sou
Se um dia fui
Quem sou
Se foi
Passou
Que sempre andei
As mesmas ruas
Já não são as mesmas
Morei sempre aqui
As casas com quem convivi
Estavam por aí
Hoje alguns destroços e ruínas
As mesmas ruas
Já não fazem sentido
O mesmo sentido
que sinto
Os caminhos e matos
Já não são matos
Lojas, prédios e carros
Ocupam tudo
Por onde vivi
Não vivo mais
Vivo de palavras e sentidos
Não os mesmos
Parti
Como as casas e ruas
Se foram
Eu sendo eu, já não sou
Se um dia fui
Quem sou
Se foi
Passou
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Conveniência
Atrás de uma nova mentira
Uma ilusão conveniente
Mudam-se as roupas, as cores
Mas nada muda
Nem suas lágrimasQue continuam escondidas
Teu grito calado continua mudo
Muda-se a peça, e os atores
A nova ilusão dos aplausos
Que com o tempo se vão
Eu e o meu amor tão vãos
Mudam-se as luzes, a música
E você molda-se a elas
Como se fossem suas
Mas sua, permanece só a sombra
Que você oculta
Passa-se o tempo e muda a temperatura
E nesse tempo você perde altura
Na fuga de tua alma, de teus traumas
Que com você seguem
Acabam-se os aplausos
E você está novamente nua
Às luzes das mesmas ruas
Que você tanto tentou evitar
Insistente tua alma te persegue
(Pois é tua)
Com fantasmas que desconhece
Mas que a assombram mesmo assim
E eu deste morro observo tua corrida
Teu vai e vem
Nas minhas lágrimas que são tuas
E que não consigo evitar
Como não se evita a alma
Que continua baixinho a chorar
bardo - alguns anos atrás
terça-feira, 6 de julho de 2010
Sozinho na chuva
Quando esmolas já não bastam
Nestas lágrimas que aqui estão
Sem se despir em meu rosto
Sem mostrar onde me acolher
Nenhum beijo ou abraço a me esperar
Nenhuma pele que me faça arder
Nenhum sonho que me faça sonhar
Então não cessa a vontade
Nem a solidão que me acompanha
Deixando-me só
Apenas só, nesta chuva
bardo – entardecer 19/10/2009
Nestas lágrimas que aqui estão
Sem se despir em meu rosto
Sem mostrar onde me acolher
Nenhum beijo ou abraço a me esperar
Nenhuma pele que me faça arder
Nenhum sonho que me faça sonhar
Então não cessa a vontade
Nem a solidão que me acompanha
Deixando-me só
Apenas só, nesta chuva
bardo – entardecer 19/10/2009
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Aquele último
Eu estive me lembrando, ontem
do último momento
que estive com você
do último olhar...
aquele, precipitado de lágrimas!
E do último pensamento
Ah! O último pensamento antes
De você bater a porta atrás de si
E a semi escuridão imperar
Era...
“fique...”
A voz do meu eu
Nunca estivera tão rouca
E a sua face
Tão pálida
e sua figura...tão esquálida!
É, eu estive me lembrando
da luz daquele lugar
tão morna nas suas nuances
quase poderia ver
brilhar o sol em você
estive sim, ontem, me lembrando
do frio e
do calor que a sua semi-ausência
me causara, me causaria
ainda me causa
Tudo que eu queria
Era você ali... um momento antes
Do último
E viver nele
Para sempre
Entre a manhã que se anuncia
E a noite que ainda insiste em me fazer chorar
Pelo meu bem
Que se vai
E que não tem
Yssoê
do último momento
que estive com você
do último olhar...
aquele, precipitado de lágrimas!
E do último pensamento
Ah! O último pensamento antes
De você bater a porta atrás de si
E a semi escuridão imperar
Era...
“fique...”
A voz do meu eu
Nunca estivera tão rouca
E a sua face
Tão pálida
e sua figura...tão esquálida!
É, eu estive me lembrando
da luz daquele lugar
tão morna nas suas nuances
quase poderia ver
brilhar o sol em você
estive sim, ontem, me lembrando
do frio e
do calor que a sua semi-ausência
me causara, me causaria
ainda me causa
Tudo que eu queria
Era você ali... um momento antes
Do último
E viver nele
Para sempre
Entre a manhã que se anuncia
E a noite que ainda insiste em me fazer chorar
Pelo meu bem
Que se vai
E que não tem
Yssoê
domingo, 27 de junho de 2010
Sem conhecer, como eu também
Tuas palavras guardavam profundidade
Da cor cálida de sua pele lisa
Da paixão vermelha que me rasga
Na leveza da sua silhueta que me fende
Sem crimes nem arrependimentos
Você deixa suas marcas em mim
Assim continuo marcado
Pelas marcas do seu corpo no meu
Pelo som das suas risadas lépidas
Nessa alegria que sou em você
Em suas coxas e curvas
Marcas doces de corações marcados
Teus carinhos, enfim
Encantado na sua graça estou
Marcaste rápido o que sou
Que errava por sombras de bosques
Entre troncos retorcidos
Nasceu entre musgos e pedras
Ansiosa e teimosa
Uma marca, uma flor
entardecer, 27 de Junho de 2010
Tuas palavras guardavam profundidade
Da cor cálida de sua pele lisa
Da paixão vermelha que me rasga
Na leveza da sua silhueta que me fende
Sem crimes nem arrependimentos
Você deixa suas marcas em mim
Assim continuo marcado
Pelas marcas do seu corpo no meu
Pelo som das suas risadas lépidas
Nessa alegria que sou em você
Em suas coxas e curvas
Marcas doces de corações marcados
Teus carinhos, enfim
Encantado na sua graça estou
Marcaste rápido o que sou
Que errava por sombras de bosques
Entre troncos retorcidos
Nasceu entre musgos e pedras
Ansiosa e teimosa
Uma marca, uma flor
entardecer, 27 de Junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Vira-lata
Ando de um bar a outro
Da noite para o dia
Da vida para o sonho
Atravesso avenidas
Como aquele vira-lata perdido
Que tão perto de mim passa
Mas estou longe demais para ouvir
Perto demais de parar
No meio da rua, na mesa deste bar
Ele segue sem destino
Atrás de migalhas
E eu olho seu caminho
Tentando encontrar o meu
Tão frágil como aquele cão
Que continua seu caminho
Atrás de migalhas
bardo
Da noite para o dia
Da vida para o sonho
Atravesso avenidas
Como aquele vira-lata perdido
Que tão perto de mim passa
Mas estou longe demais para ouvir
Perto demais de parar
No meio da rua, na mesa deste bar
Ele segue sem destino
Atrás de migalhas
E eu olho seu caminho
Tentando encontrar o meu
Tão frágil como aquele cão
Que continua seu caminho
Atrás de migalhas
bardo
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