sábado, 13 de agosto de 2011

À La Bukowski


Encontrei ela meio sem querer
Quando já estava cansado
de encontrar mulheres sem querer
Não me atirei, fiquei na minha
Mas como todos se atiravam
Vi que havia algo ali
Já a havia observado
No mínimo era experta
E era muito mais
Pedi permissão
Ela cedeu
Trocamos emails
Uma foto e uau...
Mas fiquei na minha
Sendo eu
Já estava cansado
de encontrar mulheres sem querer
Acabei querendo-a tanto tanto
Que nunca iria imaginar,
mas eu já sabia

Ricardo

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Perder (ou ganhar)

O amor
mais elaborada ilusão
A paixão
ilusão explícita
O amor vai e vem
Não neguem amores
Eles se vão


Os mais “conscientes”
protegem-se
De que?


As probabilidades
estão contra você
Estão contra todos
Mas esse é o jogo
Há de se jogar
E não há muito
o que perder


Escolha as melhores cartas
ou as menos piores
Mas não deixe de jogar
Perder é o corrente
Ganhar exceção
Mas se você não joga
Quais serão tuas chances?


Tentativa e erro
Até o acerto
E, ah todos sabem
Há os acertos
Belas ilusões
Não jogar
é perder sempre


Prefiro arriscar
Prefira arriscar
Prefira ilusões
Quem garante
que são ilusões?


A mais bela de todas
Ela comigo

Ricardo – 03/06/2011 - manhã

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Logo

Logo eu que não morro
Chegou tão perto de mim
Tão longe
Logo eu que sou injusto
Com a vida que me dão
Quanta arrogância
Logo eu que não ligo
Assustado como passarinho
Pula pula voa
Logo eu que não vou
Venha então
Aqui estou


bardo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Marcado

Sem conhecer, como eu também
Tuas palavras guardavam profundidade
Da cor cálida de sua pele lisa
Da paixão vermelha que me rasga
Na leveza da sua silhueta que me fende
Sem crimes nem arrependimentos
Você deixa suas marcas em mim

Assim continuo marcado
Pelas marcas do seu corpo no meu
Pelo som das suas risadas lépidas
Nessa alegria que sou em você
Em suas coxas e curvas
Marcas doces de corações marcados
Teus carinhos, enfim

Encantado na sua graça estou
Marcaste rápido o que sou
Que errava por sombras de bosques
Entre troncos retorcidos
Nasceu entre musgos e pedras
Ansiosa e teimosa
Uma marca, uma flor

entardecer, 27 de Junho de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Etéreo

Torno-me lentamente uma memória
É próprio das memórias
Desaparecer com o tempo
Assim transformo-me em vento
Uma lembrança, uma brisa
Cada vez mais etéreo
Desaparecendo das lembranças
Das pessoas que se afastam
Como quaisquer fantasmas
Que pelo mundo vagam

bardo - amanhecer 03/11/2009

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Restos

Resta em mim, restos
Culpas, medos, pesadelos
Universo desagradável de se adentrar
Faltas, dúvidas
Paixões perdidas
Chuvas contínuas
Em minha alma
Que segue o caminho
Mas não evita chorar

bardo – madrugada 22/10/2009

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Futuro

Não sei onde tudo começa
Mas sei onde tudo acaba
Assim tudo fica sem graça

bardo - entardecer 22 de Outubro de 2010