Resta em mim, restos
Culpas, medos, pesadelos
Universo desagradável de se adentrar
Faltas, dúvidas
Paixões perdidas
Chuvas contínuas
Em minha alma
Que segue o caminho
Mas não evita chorar
bardo – madrugada 22/10/2009
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Futuro
Não sei onde tudo começa
Mas sei onde tudo acaba
Assim tudo fica sem graça
bardo - entardecer 22 de Outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Um dia
Se esse dia fosse meu
Não haveria Sol, apenas Lua
A luz seria a necessidade da penumbra
Se esse dia fosse meu
Não haveria necessidade de horas
Seriam extensas festas, imensos os beijos
Se esse dia fosse meu
Talvez eu o recortaria do tempo
Guardaria-o para outro momento
Se esse dia fosse meu
Ah se fosse um dia meu, teu, nosso
Seriamos donos do ócio
Se esse dia fosse meu
Escreveria infinitamente
Bobagens e letragens da minha mente
Se esse dia fosse meu
Brindaria eu teu sorriso
Esse olhar impreciso, jocoso
Se esse dia fosse meu
Não seria um dia, seria sonho
Não abstrato, sonhado
Se esse dia fosse meu
Trocaria o coração pela razão
E racionalmente me apaixonaria
Se esse dia fosse meu
Deixaria todas as lágrimas nele
E nos teus dias só haveriam sorrisos
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Amor
A vontade de chorar toma conta
E choro como ela vem, confusa
Num turbilhão de felicidade
Saudade e medo
Uma ansiedade insuportável
De ter você comigo
E eu com você
Vontade e amor
Que já não cabem em mim
Nem neste céu azul sem fim
Então choro tudo isso
Esse amor tão lindo
Que arde fogo e frio
Como o arrepio de sua pela na minha
Sorriso gracinha encanto infinito
Já estás longe, então eu grito
Te amo te amo te amo
E me amas, acredito
bardo
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Ilusão
Nasci totalmente reto
Lindo de morrer
Mas quis deus ou o diabo
Que eu fosse torto
Não surdo
Porque sem ouvir direito
Eu ouço tudo
Caolho não me quis
Pois enxergo
Bem mais que meus olhos
Me quis assim, torto, errante
Me deu tudo
Infância longa
Adolescência que já não há
Quis que eu fosse o último
E fui o primeiro
Quis tanto que eu desquis
E agora nem quero
É tanto peso
Ser o que o que não se é
Deveria haver alguma desculpa
Um atestado (de loucura) talvez
Uma maneira de se decidir
Matemática, sintética, objetiva
Mas só há confusão e dor
E a bela ilusão do amor
bardo - num passado recente
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
3
Como da janela
Observo e observo
Paisagens semelhantes
Tudo tão semelhante
Eu sempre aqui
A observar
Aos poucos desaparecendo
Como tantos
Que desaparecem na vida
Pois já não servem à ela
As peças já não se encaixam
E nem os pombos desejam mais voar
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Sinais
Novamente
Levantam-se as bandeiras
Todos os avisos
Estavam por aí
Todos eu li
Senti, e sinto
Toda essa insuficiência
Essa incapacidade
Esse vazio
Do porvir
bardo 21/09/2010
Levantam-se as bandeiras
Todos os avisos
Estavam por aí
Todos eu li
Senti, e sinto
Toda essa insuficiência
Essa incapacidade
Esse vazio
Do porvir
bardo 21/09/2010
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