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terça-feira, 4 de maio de 2010

Esquecimento

Foi tão fácil me esquecer
Eu que nada esqueço
O vento não me leva
Tua pele, se foi
A dor, ficou


Foi tão fácil esquecer que me amou
Palavras que acreditei
Palavras que o vento me soprou
Que teus lábios sussurraram
E nelas sonhei


Foi tão fácil me deixar
Aqui, sozinho
Sem palavras, ao vento
Sem te deixar e nem partir
Não é nada fácil deixar de sentir

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mais uma vez

Você se vai mais uma vez

Por tempo demais, como sempre

Vai porque fiz você ir

Vai porque sou fraco

Escravo do que sou

Olho sua nave partindo

Com meu sorriso e alegria

Com meu destino

Esperando que um dia volte

Aos meus braços

Aos meus beijos apaixonados

Beijos que não recebo mais






Você se vai mais uma vez

Outra, em que adormeço

Eu não iria tão longe

Tenho medo de me perder

Medo de te perder de vista

Lá ao longe, no horizonte

Desaparece o navio

afundando no mar

Levando você de mim

Por tempo demais

Mais do que posso aguentar

Esperando para te amar

bardo, enquanto ela parte

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fragilidade

Uma fragilidade explícita
Nos olhos daquela mulher
Meus olhos lembrando os dela
As lágrimas não puderam conter
O movimento exitante, trêmulo
De seus lábios, suas mãos
Uma história triste no coração
Sua voz que mal acreditava em si
Na minha velocidade mal ouvi
Uma sombra, onde tantos passavam
Um recolhimento em um mundo
Inacessível a quase todos
De pouco interesse, que passavam
Restou-me a pergunta
De aparência absurda
Toda saúde, exercícios, afins
Alimentação saudável ou não
Parafernálias tecnológicas perfeitas
Toda beleza de flores, pássaros
Colisões colossais de estrelas
Toda certeza da liberdade
Dos carros, bicicletas
Estradas sem fim
Modernidade ultrapassada pela velocidade
Esse Universo todo, dos átomos
Aos sorrisos e lágrimas
A existência de ser e ter
Com a soma de tudo
Em mim, em você, em todos
Valem a pena
Tendo conhecido lá,
a tristeza no olhar daquela mulher

bardo - 21 de Outubro de 2009.